Fanfic: "Reminescence" - Mariana - 3º Capítulo

"Reminescence" - Mariana - 3º Capítulo

 

 

-Olá! - saudei, baixando o olhar para a fitar directamente nos olhos.

-Olá - respondeu debilmente, num tom de voz que correspondia perfeitamente à expressão do seu rosto.

- Vais-me deixar dar-te os parabéns?

O seu frágil sorriso esmoreceu: -Preferia que não o fizesses...

-Muito bem. - não ia insistir no assunto, se isso contribuiria ainda mais para a sua infelicidade. -Vamos para a aula, sim?

-Claro. Vamos. - começou a caminhar e eu segui-a.

Mas Alice, muito descontraidamente, perguntou:

-Bella, a que horas apareces por lá?

-Apareço onde? - Bella franzia novamente o sobrolho e eu fiz o mesmo a Alice.

-Em nossa casa, tonta.

-Nunca disse que lá ia...-apertei-lhe suavemente a mão. Alice estava a passar ligeiramente dos limites, a exagerar, como sempre fazia com tudo.

-Não sejas assim - disse a minha irmã num tom azedo. - Vens connosco depois das aulas e está dito.

-Não posso. -replicou Bella- Tenho um filme para ver para a aula de Inglês, recordas-te?

-Já viste esse filme, Bella.

-Sabes bem que é outra versão...

Sentia a tensão de Bella ao meu lado; era quase palpável. Pela maneira como ela mordia o lábio, tinha a certeza de que estava eminente um ataque de choro. Tive de intervir.

-Alice, deixa a Bella ver o filme. É o seu aniversário. Levo-a por volta das oito, sim?

Alice sorriu, pacificamente. Beijou Bella no cimo da cabeça e dirigiu-se para a aula num andar esvoaçante e gracioso.

Assim que ela partiu, Bella virou-se para mim com um gemido:

-Edward, por favor não...

-Faz-lhes a vontade, por favor. Há muito tempo que não temos oportunidade de festejar o aniversário de alguém. Aliás, a última vez que o fizemos foi com o Emmet, há muitos anos atrás.

Consegui ler a resignação e a dor patente no seu olhar, enquanto encolhia bruscamente os ombros.

-Como queiras.

Sorri e empurrei-a delicadamente na direcção da porta.

 

***

 

O resto do dia correra quase sem percalços - algo inédito, quando estávamos a falar de Bella. Tirando a parte em que batera com a cabeça na ombreira da porta da sala de aula, de tão distraída que estava, não houve mais acidentes.

Estávamos agora aninhados no sofá, enquanto ela assistia àquele filme ridículo e sem qualquer cabimento.

Apenas para brincar um pouco com ela, ia-lhe sussurrando, em murmúrios suaves, as falas de Romeu, enquanto meditava sobre a nossa conversa de há pouco.

Bella continuava a implorar-me que a transformasse e refilava para si mesma acera da minha inflexibilidade.

Ela não conseguia entender o porquê de eu não o poder fazer. Jamais admitiria à sua frente o quanto eu desejava que isso acontecesse, caso contrário, nunca mais me largaria.

Mas eu não queria roubar-lhe a vida. Não queria que ela abdicasse de coisa alguma por mim, principalmente de ser humana.

Não a iria privar de nada, não nesse sentido.

Ouvi-a fungar.

-Estás a chorar? -murmurei.

Ela respondeu-me num tom embargado:

-Apenas para teu divertimento, certo?

Revirei os olhos. Às vezes ela conseguia sertão absurda. Quando ela dizia coisas deste género, eu ficava louco. O que eu não dava para conseguir auscultar a sua mente silenciosa! Perguntava-me frequentemente porque era ela assim.

Geralmente fazia-o quando ela não me podia ver. Por vezes tinha medo que ela pensasse que eu não a amava verdadeiramente, que apenas a visse como uma espécie de...experiência. Mas, mais uma vez, não podia ter a certeza.

Beijei-a na cabeça.

-Tonta.

-Eu sei…

-Mas o que seria de mim sem ti? -perguntei, retoricamente.

No entanto, ela respondeu-me,

-Não sei. - atirou. - Diz-me tu.

 

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publicado por mrsCullen às 00:01