Fanfic: "Reminescence" - Mariana - 4º Capítulo

"Reminescence" - Mariana - 4º Capítulo

 

-Como assim? - perguntei, confuso.

-Diz-me. Diz-me como seria a tua vida sem mim. -ela sorriu.- Estou apenas curiosa.

-Bella, a minha vida sem ti jamais teria sentido algum. Não consigo imaginar algo assim. Só de pensar, atormenta-me tanto que tenho de te agarrar com mais força contra mim.

Ela revirou os olhos: -És tão exagerado!

-Acredita que não sou. Durante a última Primavera, -os meus pensamentos toldaram-se, recordando aquele vempiro sádico que estivera mais do que perto de matá-la - não sabia o que havia de fazer à minha...hum...existência. Quando pensei que tu tinhas -obriguei a palavra a sair por entre dentes- morrido, pensei nas opções que tinha à minha frente. Continuar a viver não era algo que eu aceitasse. Sabia que nenhum dos membros da minha família me ajudaria a fazer o que eu queria, logo, pensei em ir até Itália e provocar os Volturi.

Esperei para ver qual seria a sua reacção, ams ela nada disse. Apenas senti o seu corpo enrigecer contra o meu. Virei o seu rosto em direcção ao meu, para decifrar a sua expressão.

Os seus olhos estavam alarmados e a testa enrugada.

-O que foi?

-O que é um Volturi?

Suspirei. Devia ter mantido a boca fechada. Não me parecia muito...correcto, estar a contar a Bella quão repleto de segredos era este mundo - muito mais do que ela imaginava.

Mas não tinha outra hipótese. Ela ficara realmente assustada.

-Os Volturi são vampiros. São os protectores do nosso modo de vida, se assim o quiseres. Suponho que podemos chamá-los de realeza. Quando algum de nós, da nossa espécie, faz algo que ponha em risco a nossa identidade, eles agem de imediato.

Ela estremeceu levemente.

-Tu já os viste. - relembrei-lhe. -Em minha casa, a primeira vez que lá foste. Recordaste do quadro do escritório do Carlisle?

-Penso que sim. Designaste-os como Aro, Caius e Marcus e disseste que o Cerlisle tinha chegado a viver algumas décadas com eles.

Acenei com a cabeça, concordando.

-Sim, lembraste bem.

Subitamente, ela pareceu ficar tensa novamente.

-Bella, o que se passa?

Ela olhou-me e pareceu ligeiramente furiosa. Agarrou-me no rosto com as duas mãos e falou:

-Edward! - a sua voz parecia sofocada- Nunca, mas nunca mais voltes a pensar em tal coisa! Não importa aquilo que me possa acontecer! Jamais te de deverias pôr em risco dessa forma por minha causa!

Revirei os olhos. - Bella, estás a ser absurda. Eu não viveria sem ti.

Ela semicerrou os olhos e olhou-me profundamente. Até que acabou por falar:

-Gostarias que eu fizesse o mesmo? Que me matasse se tu deixasses de existir? Não estou a dizer que não o faria, mas gostavas?

O meu rosto endureceu instintivamente face ás suas palavras e os meus olhos estavam gélidos. Como se atrevia ela a dizer aquilo? Era mais do que óbvio que eu a amava e que faria exactamente aquilo que lhe dissera se ela morresse - iria com ela. Mas se ela fizesse o mesmo, mesmo estando eu no mais profundo dos infernos, como iria aguentar tamanha dor sabendo que a culpa de ela acabar consigo mesma tivesse sido minha. Os medos e inseguranças que me assaltaram de manhã voltaram a povoar a minha cabeça.

Ela continuava a olhar-me fixamente, ainda à espera de uma resposta.

-As situações são completamente diferentes, Bella. Não queiras comparar algo que não tem comparação possível.

Ela olhou-me, incrédula:

-Tu podes perder-me e ir directo a um bando de vampiros sádicos que têm uma paixão qualquer pelo morticínio e se eu perco a razão da minha existência não posso fazer algo para acabar com a dor?!

Olhei-a durante um longo momento, tentando, mais uma vez, destrinçar os mecanismos da sua mente. Sem sucesso. Seria possível que aquela rapariga me amasse tanto, tanto quanto eu amava? Sempre achara que não, mas cada dia que passava com ela tinha mais a certeza...

Ao longe, ouvi o motor de um carro e calculei que fosse Charlie.

Sorri e mudei-nos de posição.

-O teu pi vem aí. É bom que lhe peças autorização para ires à festa.

Vi um brilho ligeiramente perverso nos seus olhos e logo descobri naquilo em que ela meditava. Estava com esperanças que Charlie quisesse ficar com ela no dia do seu aniversário.

Longe de mim tirar-lhe as esperanças. Mas Charlie dar-me-ia ouvidos.

 

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publicado por mrsCullen às 00:01