Fanfic: "Together, now and forever" - Mariana - 10º Capítulo

 

"Together, now and forever" - Mariana - 10º Capítulo

 

 

-Amor?! Mãe, sabes que eu gosto muito de ti e que tenho em ti plena confiança, mas...amor? Pelo Jacob? O nosso melhor amigo?


Ela acenou com a cabeça.


-Sim, querida, pelo Jacob. Eu tenho a certeza. Além disso, ele está á espera disto há muito tempo...


Esta não tinha percebido.


-Que queres dizer com isso?


-Acho melhor ser o Jacob a contar-te. Mas só podes fazê.lo depois de lhe dizeres o que sentes por ele, Renesmee.


A minha cabeça estava às voltas. Ainda me parecia impossível...no entanto, tinha que admitir que já há algum tempo sonhava imenso com o Jake e agora, à luz do que a minha mãe me dissera, tudo fazia sentido. Tudo o que experimentara esta manhã e tudo aquilo que andava adormecido dentro de mim sabe Deus há quanto tempo.


Agora ao pensar em ser rodeada pelo seu abraço quente, doce  e amadeirado ou ser consolada pelo seu sorriso brilhante e solarengo sentia arrepios na espinha e tremores por todo o corpo.
Então era isto, o amor.


Aquilo que eu vira os meus pais, os meus tios e os meus avós, assim como os casais da reserva experimentarem acontecia agora comigo. e eu sentia vertigens só de pensar no que poderia acontecer a seguir...e se ele me rejeitasse? E se eu não soubesse o que fazer?  E se um dia ele visse que eu não era boa o suficiente para uma pessoa como ele?
Tantas perguntas sem reposta faziam-me ter ainda mais medo, ainda mais vertigens e a cada nova dúvida que surgia na minha mente, eu dava um passo em direcção ao abismo.
No entanto, de alguma forma, o meu coração sossegava-me porque eu sabia que, no fim do precipício, um par de braços cálidos, seguros e avermelhados haviam de me salvar.


A voz doce e suave da minha mãe despertou-me do transe.


-Meu amor, vamos embora. O teu pai já chegou e tem saudades nossas.


Segui-a até á porta da frente e caminhámos um pouco até à floresta. Quando lá chegámos, começámos a correr.
Chegámos ao carro rapidamente e ainda mais rapidamente a casa.
Durante a viagem, cada vez que via a distância diminuir, sentia o meu coração saltar dentro do meu peito.


-Filha, tem calma. Já te disse, o Jacob está à espera disto há mais tempo do que tu.


Por muita curiosidade que as suas palavas que causassem, não me proporcionavam qualquer calma e o meu coração batia, batia cada vez mais rapidamente.
Quando estacionámos o carro na garagem, já a noite caía.


-Renesmee - principiou a minha mãe - o Jacob está sozinho na casa de campo, o resto da família está em casa dos teus avós. Aproveita agora.


Acenti, meio atordoada, e corri na direcção da casa de campo.
Quando entrei, o odor delicioso de Jake inundou-me, e entorpeceu-me os movimentos.
No entanto, caminhei até à sala, onde ele se encontrava sentado a ver televisão.
Quando entrei, ele correu a abraçar-me. Não demorou muito até perder a noção de tudo o resto à nossa volta.


-Divertiste-te com a Bella?


-Sim, foi muito...interessante. E tu, divertiste-te com a rapaziada.


Ele riu-se e começou a desfiar em pormenor todo o dia que passara.
Geralamente, prestava sempre extrema atenção ao que Jacob dizia, pois sabia que era importante para ele saber que eu o ouvia e eu gostava imenso de o ouvir.
No entanto, hoje estava demasiado entregue as minhas próprias reflexões, pensando no que estavas prestes a fazer.
Amo-te.
Quão difícil é dizer essa simples palavra a alguém? A alguém que se ame, de facto, de verdade? Quão difícil é, para qualquer ser, - humano ou mítico - expressar por palavras aquilo que carrega no coração, imprimido com brasas quentes?
Porque será tão fácil demonstrar ódio azedo por alguém e é tão duro mostrar a esse alguém um amor doce e eternamente feliz?
Pergunto-me se será por pensarem que isso é sinal de cobardia ou rendição da mais punível que há. No entanto, estou constantemente a ouvir a mãe e o pai a dizerem "amo-te" um ao outro. Sem qualquer dureza no rosto, sem qualquer peso no coração, sem qualquer sinal de contrariedade nos seus lábios. Apenas aquele brilho intenso e poderoso que parece possuir todo o seu ser e não os faz mais fracos. Fá-los mais fortes, pois sabem que têm algo a que se agarrar, um amor quase doentio onde se podem abrigar, uma força gravitacional que jamais os deixaria voar para longe - porque se têm um ao outro. E porque não têm medo de dizer "amo-te".


E eu quero ter essa coragem. Quero ter essa benção. O poder de lhe dizer, a ele especificamente, o quanto o amo. Há quem diga que um gesto vale mais que mil palavras. Pois eu digo que esta palavra vale mais do que mil gestos.
Porque por vezes um olhar terno, um sorriso doce ou uma carícia leve não chegam para evidenciar o amor que temos a alguém e, quando a força dessa realidade nos atinge, quase não temos ar suficiente para aguentar o impacto. Naquele momento só desejamos acalentar a amor para que o seu fogo não se extinga. Mas quando chega a dúvida, a maldita dúvida, já não sabemos o que fazer.
Mas eu agora sei. Sei que tenho a coragem de o fazer e fá-lo-ei. A dor e a tristeza poderão deixar uma marca profunda dentro de mim se ele não me retribuir o amor que lhe tenho. Mas eu estou pronta para o fazer.


Ele fitou-me com os olhos escuros e quentes e encostou a sua mão cálida à minha face.
Agarrei-a e sustive-a ali. Fechei os olhos e separei lentamente os meus lábios, ispirando profundamente o seu odor quente e seguro. E então soube que estava pronta. Não me importando com mais nada a não ser ele, deixei finalmente escapar a palavra que tanto tempo estivera presa dentro de mim:


-Amo-te.

publicado por mrsCullen às 00:01