Fanfic: "Together, now and forever" - Mariana - 11º Capítulo

 

"Together, now and forever" - Mariana - 11º Capítulo

 

Ele engoliu o ar de um modo precipitado e não respirou durante segundos, segundos que me pareceram horas.


-O quê?


-Eu amo-te, Jacob Black. Nutro por ti um amor diferente daquele que nutro pela minha família e pelos meus amigos. Agora estou segura disso. Estou segura de que preciso de ti para respirar, para caminhar, para falar, para viver. E estou segura de que quero estar ligada a ti para sempre.


Ele semicerrou os olhos castanhos que eu amava e separou os lábios avermelhados.


-Nessie...tu tens a certeza do que estás a dizer? Tens a certeza de que me amas?


-Claro que tenho. - agora  estava segura disso. De que aquele rapaz era a minha metade, a gravidade que me sustinha na terra, o oxigénio que me fazia respirar. Eu amava-o, amava tudo nele e tudo o que ele era. A ideia de me separar dele por qualquer período de tempo que fosse provocava em mim uma dor aguda que me pesava no coração e retirava-me a vontade de viver.


Se ele não correspondesse aos meus sentimentos, estava certa de que a vida no Inferno seria melhor do que uma existência num lugar em que ele não me amava.


-Renesmee? - sussurrou ele, aproximando-se de mim. As nossas respirações envolviam-se uma na outra.


-Sim? - perguntei, com a voz frágil e quebrada.


-Eu também te amo. - então, com um gesto quase violento, colocou a mão no meu queixo e impulsionou os meus lábios na direcção da sua boca.

Sem dar por isso, estava a beijar Jacob. Estava a beijar o homem que eu amava.
A sensação era melhor do que eu imaginara, sentia o seu calor percorrer o meu corpo, aquecendo cada extremidade da minha pele, aliviando a minha dor, fomentando a minha felicidade.


Os meus braços envolveram o seu pescoço e os meus dedos percorreram os seus cabelos, provaram aquela textura sedosa e perfeita.
As suas mãos estavam presas na minha cintura, perfeitamente encaixadas, como se tivessem sido talhadas para nunca mais serem da lá retiradas.
Apertei-o com mais força, continuando a beijá-lo, deixando os meus lábios ganharem força própria.
Os seus lábios devolveram a pressão, e soltaram os meus durante segundos para recuperarmos o fôlego.
Encostei a minha testa à sua.


-Obrigado.


Ele riu-se e beijou o meu pescoço, arrepiando-o.


-Obrigado eu. Todos os dias me perguntava quando é que isto iria acontecer, mas finalmente aconteceu! Nunca imaginei que pudesse ser tão feliz, Nessie. Por isso sim, obrigado eu.


Sorri e coloquei a minha cabeça no seu ombro.


-A que te referes quando dizes que isso?


-Nós, os Quileutes, temos muitas características únicas, que nos distinguem dos outros transmutantes. A velocidade, a força e aleitura de pensamentos não são as únicas. Há uma outra que é considerada a mais importante de todas.


-Qual é?


-A capacidade de olharmos para uma pessoa e de, automaticamente, sabermos que essa é a pessoa que está destinada a ficar connosco para sempre, a ser a nossa companheira, ater o nosso amor eterno. Não tens escolha: a partir do momento em que a vês apaixonas-te por ela. É uma espécie de amor à primeira vista...mil vezes mais poderoso.


Abri a boca, fascinada. Nunca ninguém me tinha dito nada, mas agora várias coisas faziam sentido, como a maneira como o Sam olhava para a Emily, o Jared para a Kim, o Quil para a Claire...o meu pai para a minha mãe. Mas esses dois tinham algo muito mais poderoso que a impressão natural.


-Isso quer dizer que tu tiveste a tua impressão natural comigo, Jake? Tu marcaste-me?


-Sim. Quando eras apenas uma bébé, acaba de sair da barriga da tua mãe.


De repende, senti-me culpada.


-Desculpa ter-te feito esperar tanto tempo.


Ele riu-se audivelmente, daquela maneira calorosa e bem-disposta que eu amava.


-Revelou-se mais cedo do que todos nós estávamos á espera, acredita, meu amor.


-E ainda bem.


Olhei-o novamente e não resisti a beijá-lo novamente.
Ele correspondeu com entusiasmo e ficámos ali durante o que poderiam ser dias.
No entanto, lembrei-me de uma coisa.
Afastei-me, contrariada, da sua cara perfeita.


-Jake, temos que ir a casa dos meus avós.


-Fazer o quê?


-Bom, nest emomento devem estar todos curiosos à escuta e tenho a certeza de que o Emmett está a morrer de riso. mas, ainda assim, convém agirmos correctamente e dizer-lhes directamente.


-Muito bem. Vamos lá então.


De mãos dadas, e com a certeza de que nunca nos iríamos separar, partimos em direcção ao nosso destino.

publicado por mrsCullen às 00:01