Entrevista do Robert para a revista brasileira 'Época'

O vampiro Edward, de Crepúsculo, diz como superou o medo das fãs – mas não o ódio dos paparazzi

Ele conseguiu desbancar o “God” da expressão “Oh, my God!” (Ó, meu Deus!). É Robert Pattinson, o vampiro Edward da saga Crepúsculo. Agora os fãs do ator gritam “Oh, my Edward!” (OME!). Entrevistá-lo é como fazer aniversário. São tapinhas nas costas e trocas de pequenos subornos que vão de gratidão eterna, passando por bolinhos de baunilha (para “encaixar” fãs na sessão do novo filme dele), até um suborno de US$ 200 oferecido (e não aceito) por um repórter de um tabloide que está na porta do hotel à caça de informações sobre o ator inglês.

Em sua suíte superprotegida, Pattinson revela-se um rapaz normal, sensível, eloquente e de cabelão seboso. Em Lembranças, Pattinson sofre muito (garotas, suspirem!) no papel de um universitário deprimido pelo suicídio do irmão que inicia um romance conturbado. No final de seu encontro com ÉPOCA, o ator comemora o fato de ter comprado, pelo Kindle, uma coleção completa da obra de Dostoiévski. OME!

QUEM É
Nasceu em Londres em 13 de maio de 1986

O QUE FEZ
Interpretou Cedrico em Harry Potter e a Ordem da Fênix (2005) e O cálice de fogo (2007). Ganhou fama com a saga Crepúsculo, iniciada em 2008. Nas filmagens de Lembranças, em Nova York, quase foi atropelado por um táxi ao fugir de um bando de fãs

DE QUEM GOSTA
Seus atores favoritos são Jack Nicholson (“Cresci obcecado por ele”), Joaquin Phoenix (“Irrepreensível”) e Ryan Gosling (“Faz ótimas escolhas”)

ÉPOCA – Tyler, seu novo personagem em Lembranças, marca uma ruptura em sua fase de ídolo adolescente. Por que aceitou fazê-lo?
Robert Pattinson – Depois que apareci em Crepúsculo, recebi muitos roteiros românticos imprestáveis. O de Lembranças era o único que não se encaixava num determinado gênero. É um romance, um drama, uma declaração de amor a Nova York. Uma coisa que eu acho intragável na maioria dos jovens personagens masculinos em filmes atuais é que parece que eles nasceram ontem. Eles não têm nenhum tipo de histórico, nenhuma personalidade formada. Tudo o que esses personagens aprendem na vida é mostrado nas duas horas de exibição do filme. Tyler é diferente. Você sabe que ele é um cara com uma bagagem emocional, passa por uma crise existencial após o suicídio do irmão e se rebela com o dinheiro do pai rico de Wall Street.

ÉPOCA – Você passou por crises existenciais quando adolescente?
Pattinson – Quando era adolescente, eu achava que tudo o que sentia e todos os meus questionamentos eram uma fantasia. Quando completei 20 anos, fui entender que eu não estava inventando nada. Eu tinha mesmo passado por aquilo. Isso me trouxe um grande alívio, pois pude aceitar o fato de que eu também fazia parte do mundo, que eu não era esse ser estranho e alienado que não tem ligação com nada.
 

 

publicado por mrsCullen às 14:51
Fonte: Robert Pattinson Brasil